PESSACH, A FESTA DA PROVISÃO!
17 de Março de 2009

“Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro…” (Gênesis 22:8). Esta declaração profética do nosso pai na fé, Abraão, aponta para o Cordeiro que viria:
“No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29)
“E, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” (João 1:36)
A páscoa fala de redenção, de resgate. O povo de Israel estava a pelo menos quatro séculos como escravo no Egito, envergonhado e oprimido, mas eis que o tempo de libertação chegou (Êx 12.41, 51)! Deus ordenou ao povo que sacrificasse um cordeiro por família, usassem a sua carne como alimento e seu sangue como sinal de Seu favor e aliança.
Sabemos que em Jesus essa palavra se cumpriu, pois Ele cumpriu todos os requisitos para se tornar o Cordeiro perfeito para o sacrifício.
Assim como o cordeiro anunciado por Abraão e o cordeiro que foi imolado no Egito, que são sombra do que viria mais tarde, Cristo Jesus nos proveu toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais (Ef 1.3).
Celebrar a páscoa é muito mais do que cumprir um ritual de gerações (Êx 12.26), é trazer à existência todas as verdades e dádivas anunciada neste acontecimento.
"A páscoa não diz respeito apenas àquilo que deixamos para trás, ou seja, aos "Egitos" da nossa vida, mas aponta principalmente para o que está diante de nós. Se entendermos por revelação o significado do pessach, receberemos tudo aquilo que no Cordeiro nos está disponível" (Pr. Marcos Arrais).
JESUS É A FONTE DE PROVISÃO PARA AS NOSSAS VIDAS:
Pessach (15 a 22 nissan 5769 / 09 a 16 abril de 2009)
Pessach (do hebraico פסח, ou seja, passagem) é a celebração que recorda a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo). Inicia-se na noite de 14 de nissan e se prolonga por 7 dias em Israel e por 8 dias na diáspora. É a maior e mais antiga das festividades judaicas. Também festa da primavera: os brotos saem da casca, como Israel saiu do Egito.
É importante notar que Pessach significa passagem, porém a passagem do anjo da morte, e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos. Passar por cima, saltar, e assim se denominou, porque o Anjo que matou os primogênitos dos egípcios "saltou", isto é, "passou por cima" das casas judias, poupando os seus filhos mais velhos.
A história de Pessach
De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 35 séculos.
A história de Pêssach inicia nos dias do patriarca Avraham (Abraão). Quando D'us prometeu um herdeiro a Avraham, cujas sementes seriam tão numerosas como as estrelas, D'us também informou-o do longo período de escravidão que seus descendentes sofreriam por 400 anos, até que fossem libertados: "Saiba que seus descendentes serão os estrangeiros em terras alheias e serão escravizados e oprimidos por centenas de anos. Mas eu farei o julgamento à nação para a qual eles servirão e, no fim, serão livres, com muita riqueza..." (Bereshit/Gênesis 15:13-14).
O primeiro dos descendentes de Avraham a chegar ao Egito foi seu bisneto Yossef (José), cuja miraculosa ascensão de escravo à quase realeza é uma das mais inspiradoras narrativas da Torah. Na dramática história de Yossef e seus irmãos, podemos ver nitidamente a mão condutora da Divina Providência que levou Yaacov (Jacó) e sua família ao Egito.
Devido ao poder e à influência de Yossef, Yaacov e sua família prosperaram no Egito, onde eram tratados com respeito e honra. Entretanto, um novo faraó sobe ao poder após o falecimento de Yossef e se sente ameaçado com o crescimento desproporcional da população dos Filhos de Israel. A pequena família de setenta pessoas havia se tornado uma nação grandiosa e unificada de três milhões de almas, das quais, 600.000 homens adultos. Estes são, então, escravizados e forçados a construir as cidades de Pithom e Pi-Ramses, por mais de 200 anos. Entre outras brutais restrições, a pior de todas era a ordem de que todos os bebês homens hebreus deveriam ser jogados no rio logo que nascessem.
A mãe de Moshê (Moisés), para salvá-lo, colocou o recém-nascido num cesto, deixando-o a vagar nas águas do rio Nilo. O bebê foi encontrado e criado pela filha do faraó, vivendo então como um príncipe. Já adulto, ao ver um guarda egípcio açoitando um escravo hebreu, matou o guarda e fugiu para o deserto. Lá, num longo período de meditação, recebeu de D’us a missão de tirar os judeus do Egito e conduzi-los para a Terra Prometida. Como o faraó não aceitava as ordens divinas levadas ao rei por Moshê, D’us castigou o faraó enviando dez terríveis pragas para o Egito. A cada desgraça, Moisés procurava o faraó pedindo-lhe que obedecesse a D’us, mas o rei se recusava a libertar os judeus. O povo de Israel estava a salvo dessas desgraças.
A última punição enviada por D’us foi a morte de todos os primogênitos no Egito por um anjo que viria exterminá-los. Moshê foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e com o sangue molhasse os umbrais (mezuzót) das portas, assim, o anjo da Morte não passaria pelas casas identificadas com o sinal, poupando os primogênitos judeus.
Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pães ázimos e ervas amargosas, como por exemplo, o rábano. À meia-noite, conforme anunciado por Moshê, um anjo enviado por D’us feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do faraó.
Ao ver o próprio filho morrer, o faraó resolveu obedecer ao D’us de Moshê, deixando os hebreus irem embora do Egito. Mas depois, voltando atrás em sua palavra, mandou o exército atrás do povo que abandonava o cativeiro. Então, por meio de Moshê, D’us fez com que as águas do mar Vermelho se abrissem para dar passagem aos hebreus e se fechassem sobre o exército do faraó. Dessa forma, o povo judeu pôde seguir seu caminho para Canaã, a Terra Prometida.
O acordo com Avraham havia sido cumprido. Agora que a liberdade física havia sido atingida, faltava aos Filhos de Israel marcharem para a liberdade espiritual e para a Terra de Israel.
Como recordação desta libertação, e do castigo de D’us sobre faraó foi instituído para todas as gerações o Pessach.
Um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar, para que pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza, ou por viagem.
As Festas Bíblicas são estatutos perpétuos de Yahweh. Quando a igreja celebra essas festas, está trazendo as realidades eternas profetizadas por elas. Venha celebrar a Deus conosco nesses dias!
As Festas de YHWH são eternos tempos designados, revelando em detalhe seu grandioso plano de salvação para a humanidade através de Jesus, o Messias. Começam com a Páscoa, quando Ele morreu como Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo, e terminam com a Festa dos Tabernáculos, que é a Festa do Seu retorno a Jerusalém como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Uma rica herança se perdeu quando a Igreja cristã no segundo século começou a cortar a conexão com o povo judeu e, eventualmente, parou a celebração das Festas de YHWH. Jesus disse à mulher samaritana: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4:22). Vivemos agora nos tempos da restauração que precede o regresso do Messias. Celebrar as Festas Bíblicas é parte dessa restauração para nos prepararmos para Sua vinda.
Três palavras são usadas para descrever as Festas de YHWH. São elas:
• Moed – compromissos, tempo fixo, ciclo, ou a assembléia
• miqra – convocação ou ensaio
• chag – festa, mover-se num círculo, dança, celebração, regozijo
As Festa de YHWH são, em outras palavras,
• reuniões sagradas ou convocações,
• tempos fixos, designados
• quando ensaiamos e
• celebramos a salvação de Deus através do Messias,
• tanto o que Ele fez como o que Ele fará. T
Todas as Festas de YHWH têm seu cumprimento profético em Jerusalém. Elas são ensaios da grande Festa em Jerusalém no reino de Deus.
"Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus" (Mt 8:11).
"E o Senhor dos exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, banquete de vinhos puros, de coisas gordurosas feitas de tutanos, e de vinhos puros, bem purificados. E destruirá neste monte a coberta que cobre todos os povos, e o véu que está posto sobre todas as nações. Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo; porque o Senhor o disse. E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus; por ele temos esperado, para que nos salve. Este é o Senhor; por ele temos esperado; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos" (Isa 25:6-9)
O anticristo, "o homem da iniqüidade, "Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei” (Dan 7:25). Isto é uma referência direta às Festa do Senhor.
Fonte: http://www.thewatchman.org/en/feasts.php
